Pleito 2020

Oito nomes disputam a prefeitura de Rio Grande

Processo eleitoral também é marcado pelo maior número de chapas encabeçadas por mulheres na Zona Sul: três

Com o segundo maior colégio eleitoral da região, Rio Grande possui também o segundo maior número de candidatos à prefeitura, na Zona Sul. Oito nomes se lançam como alternativa para administrar a cidade que ocupa a sétima posição no Rio Grande do Sul no quesito salário médio mensal entre trabalhadores formais, com 3,6 salários mínimos - conforme o último balanço do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018.

O processo eleitoral divide-se em três frentes, em território rio-grandino. O PT luta para manter o comando do município e assegurar um dos poucos redutos atuais do partido na Zona Sul, agora através da assistente social Darlene Pereira. O MDB reapresenta o deputado estadual Fábio Branco que buscará, nas urnas, a oportunidade de governar a cidade pela terceira vez. Os outros seis concorrentes têm, juntos, um mesmo objetivo: eliminar PT e MDB do caminho para que possam chegar à prefeitura.

Nos últimos 24 anos, apenas os dois partidos estiveram à frente do Executivo. De 1997 até 2012, o município esteve sob a hegemonia da família Branco, com Wilson, Janir e Fábio. Desde 2013, o PT de Alexandre Lindenmeyer assumiu a gestão da cidade, que possui o único porto marítimo do Estado e a faz referência para o país.

Com a força delas!

A campanha eleitoral de 2020, em Rio Grande, também chama a atenção por outro fator: o município tem o maior número de chapas encabeçadas por mulheres, na Zona Sul. São três: Darlene Pereira (PT), Simone Romanelli da Cunha - a Mulher do Asylo -, pelo PL, e Vera Mayorca, que faz dobradinha pelo PSOL, com Cláudia Peixoto.

Na chapa liderada por Rosberguer Camargo, o cargo de vice também é disputado por uma mulher: Karine Hallal, pelo PDT.

Economia em pauta

O desenvolvimento econômico é tema central dos debates, independentemente das diferenças ideológicas. Ao comentar as características da cidade portuária, universitária, industrial e com capacidade de geração de energias limpas e renováveis, a candidata Darlene Pereira (PT) destacou o dever do Gestor Público na atração de investimentos, citou o compromisso em dar continuidade ao processo de desburocratização dos licenciamentos e mencionou a incubação de micro e pequenas empresas. Quando o assunto se volta ao Povo Naval, a petista é direta: "Continuarei com o diálogo firme junto ao Governo do Estado e Federal para que o espaço que temos aqui volte a produzir, gerando emprego e renda, mas fundamentalmente desenvolvimento não só para Rio Grande, mas todo o país".

O principal opositor, o deputado Fábio Branco (MDB) fala na implementação de um Plano de Desenvolvimento discutido com Estado, União e empreendedores para recolocar a cidade na rota do crescimento. "É preciso, com urgência, focar na melhoria do ambiente de negócios, na desburocratização para emissão de licenças e na criação de ferramentas e estímulos que contribuam com as empresas locais". Garantias econômicas e jurídicas, para atrair investidores de fora, e a busca por solução de gargalos logísticos, como a conclusão das duplicações da BR-116 e do lote 4 da BR-392 e a redução do preço dos pedágios, despontam entre as prioridades.

A retomada de emprego e renda é um dos alvos centrais do Plano de Governo de Simone da Cunha (PL). A candidata, inclusive, adianta que o secretário de Desenvolvimento não será um servidor público, como a maioria dos futuros escolhidos em caso de vitória. "Será um empresário articulador, com a mesma minha visão de mundo, que não ficará preso à burocracias".

O incentivo ao empreendedorismo e um plano para desburocratização municipal também aparecem entre as principais medidas a serem adotadas em governos do PDT e do DEM. Para o PSL, uma das principais ações para criação de postos de trabalho e aumento de renda também passa pelo empreendedorismo familiar, através de suporte técnico, infraestrutura e plano para comercialização de produtos.

Já o Psol destaca o papel do Executivo municipal na atração de investimentos e de novas indústrias e garante que serão levados em conta as condições de infraestrutura, de mão de obra qualificada, de sustentabilidade e de responsabilidade ambiental, assim como as potencialidades locais. "Precisamos que os investimentos e as empresas não sejam apenas atraídos, mas se consolidem e se fortaleçam em nossa cidade, rompendo com a perversa tradição dos ciclos econômicos que têm marcado a nossa economia".

* O PSD não respondeu aos questionamentos do DP.

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